19.9.11

#praias de sonho: corumbau (BA)


[©joão miguel simões, todos os direitos reservados]

A viagem até ao extremo sul do litoral baiano, conhecido por Costa das Baleias, continua a exigir muitas horas de viagem, nem sempre nas melhores condições, e disposição para gastar mais do que em muitos outros destinos brasileiros com praia e mar.

[Boas-vindas no Vila Naiá, um rústico-chic-design no topo da wish-list de Corumbau (©joão miguel simões, todos os direitos reservados)]

[A piscina do Vila Naiá (©joão miguel simões, todos os direitos reservados)]

[A praia frente ao Vila Naiá (©joão miguel simões, todos os direitos reservados)]

Nada, porém, que faça grande diferença à maioria dos felizardos que chegam a Corumbau, provenientes da região Sudeste, para quem, por norma, dinheiro não é problema. Por isso mesmo, não se fazem rogados em pagar diárias desde mil reais nos hotéis e pousadas mais exclusivos que colocaram o vilarejo de pescadores no mapa dos destinos mais desejados do momento; tão pouco vêem um obstáculo nas estradas de terra esburacadas de acesso. É que eles chegam sobretudo por mar ou de helicóptero.

[©joão miguel simões, todos os direitos reservados]

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Mas, se acreditarmos que tudo o que vale realmente a pena nesta vida tem um preço, então o de Corumbau, juro, nem é tão alto assim.

[©joão miguel simões, todos os direitos reservados]

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Durante quatro dias, percorri alguns dos pontos mais emblemáticos do distrito de Prado, a pouco mais de três horas de carro de Porto Seguro. Prado, que funciona como base para quem quer explorar a Costa das Baleias, e demais atrações ficarão para os posts seguintes.

[©joão miguel simões, todos os direitos reservados]

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[©joão miguel simões, todos os direitos reservados]


Começo por Corumbau por uma razão simples: à exceção do arquipélago de Abrolhos, outro momento alto deste meu mais recente roteiro na Bahia,  era quem me suscitava maiores expectativas. Por tudo o que lera, ouvira... Só me faltava mesmo ver para crer. E confirmar.

[Foz do rio Corumbau (©joão miguel simões, todos os direitos reservados)]

[Foz do rio Corumbau (©joão miguel simões, todos os direitos reservados)]

Pergunto: o que esperar de um lugar cujo nome, de origem tupi, significa “o fim do mundo e o começo da terra” ou "longe de tudo"?

[Ponta de Corumbau (©joão miguel simões, todos os direitos reservados)]

No mínimo, algo que faça justiça a tamanha poesia, não? Sempre mais; e nunca menos.

[©joão miguel simões, todos os direitos reservados]

Sem helicóptero nem barco que me valesse — mas há passeios, de um dia, de barco a partir de Cumuruxatiba ou Caraíva em torno dos R$60-70, segundo apurei—, eu tive mesmo foi que enfrentar duas horas de viagem entre Prado e Corumbau. A primeira parte da jornada, pela BR-101 que liga Itamaraju a Prado, é tranqüila, mas depois, a partir do vilarejo de Guarani, a solução é mesmo encarar com espírito positivo os mais de 50 quilômetros que se seguem em estrada de terra. E rezar para que não tenha chovido na véspera e para que o carro não quebre. Porque se quebrar, como me aconteceu — por oito vezes, sim, oito vezes —, o remédio é apelar para a filosofia baiana e, como tão bem resumiu uma companheira de viagem, concluir que “na Bahia, mesmo quando tudo parece que vai dar errado, dá certo”.

[Vivenda Xawã (©joão miguel simões, todos os direitos reservados)]

E deu. Ó, se deu.

Gente, são 15 quilômetros de praias de areia fofa, mas boa de andar, amarelinha como uma farofa deliciosa. Algumas, em especial as que se servem os hotéis mais exclusivos como a Pousada Fazenda São Francisco (do ex-deputado federal Ulysses Guimarães), são, na prática, praticamente privadas. Mas relaxem os que não gostam de feudos: areia e mar manso  não faltam e ninguém fica sem seu quinhão de(ste) paraíso. Agora, claro, as pousadas mais rústicas — mais ainda assim bem charmosinhas como a Vivenda Xawã (diárias desde R$140 por casal na baixa temporada), com projeto arquitetônico de sua proprietária e onde me lambuzei com uma mousse di-vi-na de capim santo com limão — não dão de frente para a praia.

[Camarão na moranga, servido na Vivenda Xawã (©joão miguel simões, todos os direitos reservados)]

Mesmo sem o verde cristalino, característico do Verão, o mar de Corumbau deixou-me hipnotizado. Talvez porque forme uma dupla imbatível com aquele extenso areal, a perder de vista (e, tantas vezes, sem vivalma à vista), bordejado ora por falésias, ora por coqueirais. O segredo, que não é mais, está nos 10 quilômetros de recifes de coral que adentram ao mar e  criam uma enseada tranqüila.

[O chef da Xawã com a sobremesa-delícia: mousse de capim santo com limão (©joão miguel simões, todos os direitos reservados)]

Nas barracas de praia, bem transadas, uma cerveja custa R$5. Já um passeio de caiaque não sai por menos de R$60 e um passeio de barco  para fazer mergulho com snorkel nos corais do Carapeba — nos dias de sorte, dá para nadar com tartarugas-marinhas e para ver, em terra, a silhueta bem desenhada do fabuloso Monte Pascoal — fica por R$250 (até cinco pessoas). Isto com os operadores locais; nas pousadas, com meios mais sofisticados, o custo é ainda mais inflacionado.

Corumbau é isolado. Não pega celular. Está longe da civilização. Mas não do luxo.

Mas não é isenta de prazeres simples. No vilarejo, em Ponta de Corumbau — assim chamada porque, na maré baixa, dá para ver uma longa ponta de areia que se estende desde a foz do rio Corumbau até ao mar, culminando num confronto de águas que formam piscinas naturais —, a vida prossegue sem grandes sobressaltos e as pessoas continuam vivendo praticamente do mesmo jeito. As que ficaram, bem entendido, pois muitas delas, com ligações aos índios Pataxós, venderam seus casebres e se mudaram para o outro lado do rio, em Barra Velha, onde fica a Reserva.

Mais informações: Bahia 
Operadores: Caminhos da Bahia; Prado Tour (e-mail: luiz@pradotour.com.br, tel. 073 3021-0336)

9.9.11

#gente em destaque: as escolhas de paula simonsen em são paulo (SP)

[Paula Simonsen, relações públicas do hotel Emiliano, em São Paulo (foto com direitos reservados)]
Estreio hoje uma nova seção neste blog. Passarei a convidar, sempre que fizer sentido e se proporcionar, pessoas que, pelas suas funções e forma de estar, conhecem as cidades onde vivem (e trabalham) como poucas e, por isso mesmo, sempre têm excelentes dicas para compartilhar. Uma coisa bem na linha "insider tips", à medida do que sempre proponho aqui.

[Paula Simonsen, com a atriz Maitê Proença e Gustavo Filgueiras (diretor executivo do Emiliano), durante o lançamento do livro do hotel (foto com direitos reservados)]

Começo com Paula Simonsen, a jovem relações públicas do hotel Emiliano, em São Paulo. Para quem ainda não conhece a Paula, posso adiantar que, desde há um tempo, ela se ocupa  da assessoria de imprensa, do marketing e do relacionamento com clientes, o que, convenhamos, tendo em conta o perfil do Emiliano, a coloca numa situação invejável para sentir o pulso à cidade. Alguém se atreve a discordar?

[Paula Simonsen, com o músico Wilson Simoninha, no lançamento do livro do Emiliano (foto com direitos reservados)]

Há seis anos no hotel, não pensem que foi logo tratando da imagem do Emiliano. Nada disso. Depois de fazer faculdade de hotelaria no SENAC (e pós-graduação de marketing na FAAP), ela resolveu apelar para suas raízes italianas e foi morar um ano na Itália. No regresso a casa, ingressou no Emiliano como barista — isso mesmo que acabaram de ler —, mas seu treinamento a levou por todos os setores de alimentos e bebidas do hotel (bar, restaurante, room service, minibar e eventos). No final, estava pronta para assumir a supervisão do departamento de relações públicas do restaurante, mas aí, no ano passado, passou para o marketing e começou a cuidar da assessoria do hotel. Resultou tão bem que o Emiliano deixou de ter uma agência para cuidar da assessoria e, desde Maio, Paula Simonsen, que conhece os cantos à casa como ninguém, é a relações públicas oficial.

Paulistana da gema — nasceu na rua Padre Manoel e estudou no tradicional colégio Dante Alighieri —, não quer saber de morar noutro bairro que não seja os Jardins e abriu o seu caderno de endereços prediletos para o blog.


[Parque Ibirapuera (foto com direitos reservados)]

Parque:
Ibirapuera

Lugares de eleição:
Meu clube paulistano e o meu bairro Jardins (adoro minha rua, a Oscar Freire, onde moro e trabalho).

[Bar Suite Savalas (foto com direitos reservados)]

Sair à noite: 
Sempre vou no bar Suite Savalas, na brassserie Le Jazz, no Lorena 1989, no D.Edge, no Studio Dama... Enfim, depende do ritmo da noite!

[Chef Jose Barattino, do Emiliano (foto com direitos reservados)]

Restaurantes: 
Amo a comida do Barattino [chef do Emiliano], tenho raízes italianas e mesmo quando estou de folga vou ao Emiliano! Mas gosto muito também do Zena Caffe, do Rufinos, do Sal Gastronomia... E a rosticceria do meu irmão [Jose Roberto Simonsen], que só tem receitas da minha nonna e se chama Carciofi [na foto, tem ainda uma receita da dona Wally Miglioretti, professora de italiano no colégio onde estudou, que é amada pela família de Paula: gnocchi al ragù].

[Sorveteria Bacio di Latte (foto divulgação)]

Gulodice
Adoro a sorveteria Bacio di Latte!

8.9.11

#gastronomia: zahil saber viver — jantar com cinco estrelas — no Rio (7.10)


Falta um mês.

Por esta altura, ainda não sei se estarei no Rio, mas uma coisa vos garanto, se a minha agenda de compromissos no Brasil o permitir, por nada eu perderei aquele que promete ser um dos grandes eventos gastronômicos do ano.

Exagero?

[Chef Claude Troisgros (foto com direitos reservados)]

Bom, empolgações à parte, certo é que o Rio costuma ficar para segundo plano sempre que o assunto é alta gastronomia, mas desta feita não terá do que reclamar. Afinal, não é todos os dias que se juntam na mesma cozinha chefs como Daniel Boulud, Roberta Sudbrack, Claude Troisgros, Benoît Sinthon e Yves Michoux.

[Chef Roberta Sudbrack (foto com direitos reservados)]

Roberta Sudbrack e Claude Troisgros dispensam maiores apresentações. São sobejamente conhecidos, vêm desenvolvendo há anos um trabalho muito consistente e integram por mérito próprio o ainda reduzido time de chefs de primeira água do Rio.

[Chef Daniel Boulud (foto com direitos reservados)]

Daniel Boulud, francês, é um chef e  restaurateur de mão cheia, com vários restaurantes em diferentes cidades do mundo, embora seja em Nova York, onde conseguiu três estrelas Michelin pelo restô Daniel, que o seu império gastronômico mais cresce. O chef, como todo o mundo, está de olho no Brasil.

[Chef Benoît Sinthon (foto com direitos reservados)]


Benoît Sinthon, chef, e Yves Michoux, chef-pâtissier, serão os menos conhecidos por aqui, mas trazem consigo o mérito de terem conquistado para o restaurante Il Gallo d'Oro, na ilha da Madeira (Portugal), uma estrela Michelin. Um feito nada desprezível, tendo em conta que conseguiram a estrela em 2008 e a mantêm até hoje e que o restaurante de cozinha italiana e mediterrânica, no hotel Cliff Bay, marca um antes e um depois no pequeno arquipélago atlântico.

Mas vamos ao banquete.

O evento é organizado pela importadora de vinhos Zahil e acontecerá, nos dias 6 e 7 de Outubro, no Gávea Golf Club. 

A programação de 6 dura praticamente todo o dia, com intervenções dos chefs convidados, outros chefs cariocas e crítica especializada. Será ainda realizado um showroom e uma degustação de 106 vinhos, com a presença de 56 produtores de 12 países (Brasil incluído), ciceroniada por Bernardo Silveira, diretor técnico da Zahil, e Daniel Johnnes, diretor de vinho de Daniel Boulud. A degustação estará aberta ao público, entre as 15.00 e as 21.30, pelo preço de R$120 por pessoa.

A 7, o Jantar de Gala Com Cinco Estrelas, para 250 pessoas, terá um custo de R$475 por pessoa e será orquestrado do seguinte modo:

Canapés (Claude Troisgros)

Entrada Fria (Roberta Sudbrack)
Brandade de bacalhau e foie gras

Entrada Quente (Daniel Boulud)

Primeiro Prato (Claude Troisgros)

Segundo Prato (Roberta Sudbrack)
Barriga de porco braseada com farinha de banana

Terceiro Prato (Daniel Boulud)

Sobremesa (Benoît Sinthon/Yves Michoux)
Fina folha de chocolate negro tainori, creme ligeiro de baunilha e framboesa

Quem reservar o jantar terá automaticamente acesso livre à degustação de vinhos da véspera. Para mais informações sobre o Zahil Saber Viver e reservas, clicar aqui.

6.9.11

#prévia: amazônia no google street view

[Um trecho do rio Negro no arquipélago do Parque Nacional de Anavilhanas (acima) e o bairro flutuante de São Raimundo, em Manaus (©joão miguel simões, todos os direitos reservados)]

Muito em breve, a Amazônia brasileira, ou parte dela na verdade, vai passar a estar rastreada virtualmente pelo Google View Street, um serviço do Google Maps e do Google Earth.

Bem ao jeito de "it's a small world", a noticia não deixa de ter o seu quê de inusitado, mas o fato é que, a convite da FAS (Fundação Amazonas Sustentável), uma equipe da Google esteve já no terreno a captar imagens dos rios Negro e Solimões e deu formação ao pessoal da FAS para que estes possam, doravante, continuar o trabalho.

[A equipe da Google Street View durante sua missão no Amazonas (fotos divulgação)]

Se tudo correr como previsto, logo, logo vamos poder abrir o Google Street View e caminhar, ainda que a muitos milhares de quilômetros de distância, pelas ruas e locais mais emblemáticos do Amazonas.

[Encontro de águas dos rios Negro e Solimões, uma atração a não perder em Manaus (©joão miguel simões, todos os direitos reservados)]

É, mundo pequeno este, não?

23.8.11

#gastronomia: diretos de portugal, vítor sobral em são paulo e joachim koerper no rio

[Fachada da Tasca da Esquina em São Paulo, na Alameda Itu (fotos de divulgação)]

Falei aqui de Vítor Sobral e da Tasca da Esquina mesmo antes da abertura da casa, na Alameda Itu, em São Paulo, no passado mês de Julho.

Não tive ainda a oportunidade de passar por lá, mas não escondo que estou curioso para ver até que ponto os paulistanos estão ou não aderindo à proposta de um cardápio que é suposto dar especial destaque aos petiscos e pratos portugueses. E também algo receoso, confesso.

Não por Vítor Sobral, que é um chef muito experiente, com provas dadas em Portugal e também no Brasil — que freqüenta há mais de 15 anos e cuja influência ele acusa, sem o menor problema, em sua cozinha de raiz tipicamente lusa. A minha dúvida tem mais a ver com um fato que observo faz anos: por regra, os restaurantes ditos portugueses no Brasil tendem, com o tempo, a se abrasileirar excessivamente com medo de não agradarem ao palato nacional.

[À semelhança da casa-mãe em Lisboa, a Tasca paulistana deixa a cozinha à vista dos comensais (foto de divulgação)]

O que é, a meu ver, uma pena. A gastronomia atual praticada em Portugal merece ser mais conhecida e apreciada no Brasil.

Em sua versão lisboeta, a Tasca da Esquina de Vítor Sobral, com dois anos de existência, tem-se revelado um sucesso de público e até mesmo a crítica especializada — que não deixou passar em branco a passagem de Sobral da alta gastronomia para uma cozinha mais "comercial" — lhe reconhece competência e saber-fazer na forma como "redesenhou" petiscos e pratos do receituário popular de Portugal.

[Na arquitetura da portuguesa Paula Moura, destaque para a horta vertical (foto de divulgação)]

Já li em diversos meios, e até mesmo no release de lançamento da Tasca em São Paulo, que Sobral quer, no dia a dia da casa paulistana, "acrescentar a riqueza dos produtos brasileiros às raízes de pratos portugueses"; do mesmo modo admite que "na elaboração do cardápio não foi colocado de parte o respeito pelos produtos nativos, regionais e costumes dos brasileiros, e uma houve uma atenção especial à exigência do público paulistano".

Pois eu só espero que isso não signifique que a Tasca vá jogar apenas pelo seguro, não se arriscando em dar a provar aquilo que realmente ali faz sentido. 

[Vários planos da Tasca da Esquina lisboeta, com o pão servido em caixinhas de madeira, o vôngole servido no tacho e outros petiscos como as tostas de porco preto e a farinheira com favas (©joão miguel simões, todos os direitos reservados)]

Porque, se devidamente informados e seduzidos, os paulistanos podem, sim, apreciar a cozinha da Tasca tal qual ela é. Tive a prova dias atrás, em que levei amigos paulistas à Tasca de Lisboa e o que eles quiseram precisamente degustar foram os petiscos, com destaque para os embutidos pouco comuns no Brasil como a farinheira, a morcela, a carne de porco preto (também conhecido por porco ibérico, que se alimenta só de bolotas) ou ainda outros frutos do mar como os berbigões (vôngole) no tacho.

Oxalá Sobral não se desvie de sua proposta inicial: oxalá seus sócios brasileiros, da 1900 Pizzeria  e do restaurante Sagrado e Consagrado, respeitem sua visão de autor. No resto, sei que a arquitetura do espaço nos Jardins, da portuguesa Paula Moura, é bem conseguida — não fica numa esquina, como em Lisboa, mas está numa casa muito simpática e possui uma horta vertical —, que se preservou a idéia de dar a ver o que se passa na cozinha e que na carta de vinhos se privilegia também a venda à taça com um bom custo-benefício e a garantia de que as garrafas abertas estarão sempre devidamente acondicionadas para não se perder a qualidade.

Aliás, o capítulo vinhos é outro que me inspira esperança. Sei que os vinhos portugueses chegam em pouca quantidade e a preços exorbitantes ao Brasil, por conta das taxas. Mas encontrem os produtores portugueses maneiras de os fazer entrar com um custo menor e terão, não tenho dúvidas, uma grande aceitação. 

E mais não digo. A próxima vez que escrever sobre a Tasca da Esquina será já depois de ter lá ido. Fica prometido.

[O chef alemão Joachim Koerper, ao centro, em sua cozinha lisboeta (foto com direitos reservados)]

Entretanto, não posso deixar de dar outra notícia, já confirmada: o chef alemão Joachim Koerper, mas há largos anos instalado em Lisboa e casado em segundas núpcias com a brasileira Cíntia Paiva Koerper, vai assumir, a partir de Setembro, o já existente restaurante Enotria, na Barra da Tijuca (CasaShopping), Rio de Janeiro.


[Joachim Koerper fotografado na sala do Eleven, de que é sócio em Lisboa (foto com direitos reservados)]


Koerper, que deu recentemente uma entrevista rara ao suplemento de sábado de um diário português, tem passado por alguns constrangimentos no passado ano, altura em perdeu a estrela Michelin conquistada para o restaurante lisboeta Eleven — de que é um dos sócios, e onde manterá sua base mesmo com o projeto no Rio — e que tem sido alvo de algumas críticas menos positivas. 


[No Rio, Koerper vai assumir o Enotria, que se passará a chamar Enotria por Joachim Koerper (foto com direitos reservados)]


De todo o jeito, é um homem muito respeitado por seu percurso consistente e quem o conhece bem não tem dúvidas de que, com algumas mudanças necessárias — para já, o seu chef executivo Gonçalo Costa saiu e deve vir também para o Brasil, num projeto a anunciar em São Paulo  —, será capaz de virar o jogo novamente em seu favor.


Por agora não se sabe muito mais sobre a Enotria por Joachim Koerper, que, segundo avançado no Blog Sabor, pela Alexandra Forbes, tem ainda planos para abrir em breve um segundo restaurante no Brasil, mas desta feita de raiz, que se chamará A Cozinha de JK.


Tasca da Esquina | Alameda Itu, 225, Jardins, São Paulo, tel. (0)11 3262-0033, de ter. a sáb., almoços entre as 12.00 e as 15.00 e jantares entre as 19.00 e as 00.00; ao dom., entre as 12.00 e as 16.00

16.8.11

#prévia: txai e fasano em trancoso (BA)

[Litoral de Trancoso, onde irá surgir, no final de 2014, um novo Fasano (foto de divulgação)]
No ano passado, quando estive em Trancoso, o pedaço mais desejado do litoral sul da Bahia (e também um dos metros quadrados mais caros do Brasil e da América Latina), só tive olhos para projetos então recentes como a Casa Uxua ou a Pousada Bendito Seja, mas, desde logo, fiquei antenado para outras novidades que estão a caminho.

Entre elas, as mais aguardadas e comentadas são, sem lugar para dúvidas, o Txai Terravista Trancoso e o Fasano Trancoso, pois as duas redes hoteleiras já provaram, em terrenos e circunstâncias diferentes, que não brincam em serviço. Praticam aquilo que podemos designar de hotelaria feita à medida de quem procura exclusividade, bom gosto e tratamento diferenciado.

As obras ainda não arrancaram, mas consegui ter já acesso a algumas imagens e croquis que partilho aqui para abrir o apetite.

[O fabuloso campo de golf Terravista fará parte dos atrativos do futuro Txai Trancoso (foto de divulgação)]

Txai Terravista Trancoso
Estou no buraco 14 do Terravista Golf. De norte a sul, até onde meus olhos alcançam, um dos mais belos litorais da Bahia, trecho da cobiçada Costa dos Descobrimentos, com uma sucessão de praias mais ou menos acessíveis, mais ou menos desertas, mas quase sempre apetecíveis. 


Não é à toa que o buraco 14 está entre os dez mais bonitos do mundo. Debruçado sobre a praia de Taípe, no cimo de uma falésia rosa, é o tipo de coisa que faz um não golfista como eu pensar duas vezes. 


O acesso ao Terravista Golf, bem como ao heliponto, será um dos muitos privlégios de que irá dispor o futuro Txai Terravista Trancoso. Depois de ter colocado Itacaré no mapa graças a seu resort de luxo, a marca Txai, que está também a desenvolver um hotel em Ganchos (Santa Catarina), escolheu o complexo Terravista, entre Arraial d’Ajuda e Trancoso, para criar um oásis de 70 mil m2 com oito bangalôs, 104 villas, 19 residências, um spa e um restaurante gourmet com adega.



[A piscina principal do futuro Txai Terravista (foto de divulgação)]

Com abertura prevista para Dezembro de 2014, o novo Txai terá uma arquitetura aberta para o exterior de Patrícia Anastassiadis e projeto paisagístico de Gil Fialho, seguindo um conceito de sustentabilidade e integração à natureza, e funcionará também como hotel-condomínio. 


No release pode-se ainda ler:


[Serão assim os bangalôs do Txai Terravista (foto de divulgação)]

"Os bangalôs contam com dois modelos distintos de planta, que podem variar entre cerca de 90 m² e 142 m² de área total privativa. São projetos com a característica da integração dos ambientes. Destacam-se as suítes que possuem uma ampla sala de banho com jardim. Para valorizar e dar maior privacidade aos proprietários e hóspedes, os bangalôs serão suspensos e envolvidos pelo paisagismo que dará um toque exótico à vista de cada unidade.



[Villa do Txai Terravista (foto de divulgação)]


Já as Villas possuirão diferentes tipos de plantas internas com opções de 1 ou 2 suítes, com total de área privativa variando entre 100 m² a 354 m². O projeto conta com 3 blocos de villas com unidades de pavimento térreo e superior. Aquelas de pavimento térreo possuirão jardins privativos, com espaços com deck, já os de pavimento superior terão sacadas com deck. O projeto segue a mesma linha de integração entre suíte e sala de banho, com jardins e living com cozinha gourmet já presentes nos projetos da marca Txai. A arquitetura, que favorece à contemplação da beleza do local, foi valorizada com a composição dos ambientes voltados para o externo e portas amplas para a entrada de maior luminosidade natural. Outro destaque do projeto são as cozinhas gourmet que receberam uma atenção especial no projeto e que deixam o proprietário ou hóspede à vontade para, se necessário, poder fazer pequenas refeições em sua própria unidade. 


[Uma das 19 residências previstas no Txai Terravista (foto de divulgação)]


Por fim, os Residences possuirão áreas privativas de terreno variando entre 1.160 m² a 2.830 m² e unidades que poderão ser totalmente personalizadas. Já serão apresentados 5 tipos de projetos aprovados e opções de pacotes de decoração, procurando se ajustar ao perfil de cada cliente."
Mais informações: www.txai.com.br

Fasano Trancoso
Depois de São Paulo e Rio, o grupo Fasano tem estabelecido algumas parcerias que já lhe permitiram abrir unidades em Punta del Este e, mais recentemente, na Bela Vista. Nos próximos anos, outros Fasanos se seguirão em Salvador, Belo Horizonte e Trancoso.

Na verdade, o Fasano Trancoso não vai ficar instalado no famoso Quadrado, mas sim numa praia a alguns quilômetros do centro.


[Croqui de divulgação do futuro Fasano Trancoso]


Ponta da Itapororoca, com vasto areal e piscinas naturais formadas na maré baixa, foi a praia escolhida e, enquanto não melhoram os acessos por estrada até lá, o que posso dizer é que compensa o esforço de caminhar por uns bons 45 minutos, desde Rio Verde, para alcançá-la. 

Não se sabe ainda muita coisa sobre esta propriedade, que deverá também abrir no final de 2014, mas tudo indica que terá apenas 40 quartos, 23 unidades destinadas a residências, um spa, um restaurante e um beach club.

[Croqui de divulgação do futuro Fasano Trancoso]

Impressionante será seu deck de 500 metros, ao longo de toda a frente de praia, e conjunto de oito piscinas. Isso mesmo, oito piscinas, pois a idéia é que cada uma delas mime os hóspedes com uma característica distinta (num caso serão bolhas, noutro a água será gelada, noutro ainda serão jatos de massagens e por ai vai...). O céu parece ser o limite.

Faltou dizer que o projeto será assinado pelo arquiteto paulistano Isay Weinfeld.
Mais informações: www.fasano.com.br
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