26.9.11

#roteiro rápido: um domingo no rio (RJ), de santos dumont a Botafogo

[A Enseada de Botafogo (©joão miguel simões, todos os direitos reservados)]

Nos últimos dias, quando se fala na "Cidade Maravilhosa", o assunto é só um: Rock in Rio!

Nada contra, mas gosto muito de pensar que há vida, muita mais vida e interesses, para lá deste mega-ultra-evento.

[A aproximação ao aeroporto de Santos Dumont (©joão miguel simões, todos os direitos reservados)]
A prová-lo, dia destes, nas minhas andanças recentes por este Brasil, aproveitei a minha passagem rápida pelo Rio, via Santos Dumont, para cumprir um pequeno roteiro que há muito me entusiasmava: ir a pé desde o Santos Dumont até Botafogo.

[©joão miguel simões, todos os direitos reservados]

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E nada melhor para o fazer do que um domingo cheio de sol, embora com algumas ameaças de neblina pelo caminho, altura em que, à semelhança do que acontece em outras orlas da Zona Sul, o tráfego de veículos cede sua prioridade aos pedestres (e aos praticantes de esportes).

[©joão miguel simões, todos os direitos reservados]

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[©joão miguel simões, todos os direitos reservados]

É um passeio que pode levar algumas horas — dependendo da vontade e do ritmo de andamento —, mas que recomendo vivamente.

[©joão miguel simões, todos os direitos reservados]

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[©joão miguel simões, todos os direitos reservados]

O Aterro do Flamengo, entre a Zona Sul e o Centro do Rio, é sinônimo para muitos de uma das mais movimentadas vias de circulação da cidade, esquecendo-se que há também ali uma concentração fabulosa de verde — a criação de um parque partiu da paisagista Maria Carlota de Macedo, a saudosa Dona Lota, e teve projeto de Burle Marx, que procurou combinar espécies nativas com outras exóticas para garantir a floração independente da época do ano —; atrações como o MAM (Museu de Arte Moderna), o Monumento aos Soldados Mortos na Segunda Guerra Mundial, o Museu Carmem Miranda, o Teatro de Marionetes e ainda o Monumento a Estácio de Sá; sem esquecer, detalhe importante, inúmeros equipamentos para prática de esportes como ciclovia, campos de futebol, pista de skate, quadras de tenis, aparelhos para musculação e ginástica, além de brinquedos e playgrounds para crianças.

[©joão miguel simões, todos os direitos reservados]

[©joão miguel simões, todos os direitos reservados]

[©joão miguel simões, todos os direitos reservados]

A pé ou de bicicleta, o terreno é quase sempre plano, fácil de seguir e, entre a Marina da Glória e a Enseada de Botafogo, proporciona um cenário maravilhoso, digno de uma cidade também ela, com todos os seus pesares e obstantes, maravilhosa.

[©joão miguel simões, todos os direitos reservados]

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[©joão miguel simões, todos os direitos reservados]

Sim, gente, o Rio não continua lindo. Ele é lindo.

22.9.11

#gente em destaque: agadman & agman, de prado (BA) para o mundo

[Agadman explica seu processo de criação (©joão barros, todos os direitos reservados)]
O meu roteiro pela Costa das Baleias, no extremo sul da Bahia, prossegue.

Mas não da forma mais óbvia, quase aposto.

Muitos esperariam, por certo, que eu continuasse a percorrer as belíssimas praias que colorem os mais de oitenta quilômetros de litoral do município de Prado, a umas boas horas de carro de Porto Seguro. Não lhes tiro a razão, mas fica a promessa de que lá chegarei. Tudo a seu tempo, que estamos na Bahia. 

[Casa-atelier de Agadman & Agman, na praia de Novo Prado (©joão miguel simões, todos os direitos reservados)]

Adiante.


Por ora, vou-me permitir falar de uma outra atração de Prado que vale bem uma visita. Não chega a ser uma novidade-novidade; felizmente, contam-se já aos milhares os visitantes da casa-atelier mais ilustre do município. Nada, porém, que não possa ser ainda mais divulgado e conhecido. Fora do Brasil, mas sobretudo junto aos demais brasileiros.

[Desenhos de Agadman em detalhe (©joão miguel simões, todos os direitos reservados)]

Quando me guiaram até àquela casa de madeira, de esquinas inusitadas, plantada aos pés do mar manso daquele trecho abençoado da Bahia, confesso, não sabia grande coisa sobre seus habitantes.

Primeiro o pai, Agadman. Quem não conhecer a figura, facilmente o confundirá com um maltrapilho, de roupas simples — gastas de tão usadas — e longas barbas brancas. Difícil acreditar que aquele mesmo homem, natural do Piauí, já frequentou o meio artístico de Brasília, onde firmou seus créditos como artista plástico experimental, e que, apaixonado pelo mar e por outros códigos de vida, deixou para trás o cochicho das galerias e exposições para continuar, de forma quase eremita, sua obra.

[Pintura de Agadman em detalhe (©joão miguel simões, todos os direitos reservados)]

Está no Prado há cerca de 20 anos, onde se expressa na pintura, mas também no desenho, no paisagismo (seu jardim, no fundo da casa, é também ele uma obra orgânica em desenvolvimento), na escultura (é mestre na arte do entalhe) e também na arquitetura. Sua arte abstrata, ao mesmo tempo geométrica e lírica, suscita múltiplas leituras. Que ele não se faz rogado a desvendar. Mas nada lhe dá maior prazer do que nos conduzir até aos cantos da casa, projetada por si, para que possamos compartilhar das ilusões óticas proporcionados por suas janelas "mágicas". Nossos olhos, pouco treinados para tamanhas sutilezas, nem sempre acompanham seu entusiasmo, mas ninguém fica indiferente ao homem. Nem à obra.

[Agman e suas cadeiras "leves" de encaixe (©joão barros, todos os direitos reservados)]

Já o filho, Agman, é, numa primeira apreciação, mais esquivo. Por timidez, mesmo. Bacharel em design de produto, formado em Brasília, resolveu, aos 23 anos, tornar-se escultor e seguir, a partir de 2003, as pisadas do pai. Inclusive no projeto de vida, o que não foi, como ele admite, fácil no começo. Nem poderia. Os dois vivem de uma forma bem espartana.


[O jardim da casa, obra viva em progresso (©joão miguel simões, todos os direitos reservados)]

Mas não nos iludamos. Pai e filho têm noção de quanto valem. Durante um tempo, Agman resistiu a se separar de suas enormes esculturas em madeira, pois queria reunir peças para uma exposição, mas sua obra está cada vez mais cotada e enfeita agora vários hotéis. 


[As mudas vieram de São Paulo e fazem parte de uma "instalação" orgânica de Agadman (©joão miguel simões, todos os direitos reservados)]

Por altura de minha visita à casa-atelier, duas esculturas recentes tinham sido arrematadas por pouco mais de 40 mil reais. Nada mal.


Antes de ir, peço-lhe para me mostrar as engenhosas cadeiras de encaixe que concebeu. Ainda não têm nome, diz-me meio sem jeito...


[Agman a finalizar uma de suas esculturas mais recentes (©josé bernardo, todos os direitos reservados)]

[A escultura já pronta foi, entretanto, vendida (©joão miguel simões, todos os direitos reservados)]

Podem até não ter nome, mas têm subjacente uma ideia. Uma ótima ideia, já agora. E uma dica válida para quem quiser explorar Prado e a Costa das Baleias em sentido lato.

Mansões da Lagoa Pequena, quadra 6, casa 6, praia do Novo Prado, Bahia, tel. (073) 9194 2240, www.agman.com.br

Mais informações: www.bahia.com.br

19.9.11

#praias de sonho: corumbau (BA)


[©joão miguel simões, todos os direitos reservados]

A viagem até ao extremo sul do litoral baiano, conhecido por Costa das Baleias, continua a exigir muitas horas de viagem, nem sempre nas melhores condições, e disposição para gastar mais do que em muitos outros destinos brasileiros com praia e mar.

[Boas-vindas no Vila Naiá, um rústico-chic-design no topo da wish-list de Corumbau (©joão miguel simões, todos os direitos reservados)]

[A piscina do Vila Naiá (©joão miguel simões, todos os direitos reservados)]

[A praia frente ao Vila Naiá (©joão miguel simões, todos os direitos reservados)]

Nada, porém, que faça grande diferença à maioria dos felizardos que chegam a Corumbau, provenientes da região Sudeste, para quem, por norma, dinheiro não é problema. Por isso mesmo, não se fazem rogados em pagar diárias desde mil reais nos hotéis e pousadas mais exclusivos que colocaram o vilarejo de pescadores no mapa dos destinos mais desejados do momento; tão pouco vêem um obstáculo nas estradas de terra esburacadas de acesso. É que eles chegam sobretudo por mar ou de helicóptero.

[©joão miguel simões, todos os direitos reservados]

[©joão miguel simões, todos os direitos reservados]

[©joão miguel simões, todos os direitos reservados]

Mas, se acreditarmos que tudo o que vale realmente a pena nesta vida tem um preço, então o de Corumbau, juro, nem é tão alto assim.

[©joão miguel simões, todos os direitos reservados]

[©joão miguel simões, todos os direitos reservados]

[©joão miguel simões, todos os direitos reservados]

Durante quatro dias, percorri alguns dos pontos mais emblemáticos do distrito de Prado, a pouco mais de três horas de carro de Porto Seguro. Prado, que funciona como base para quem quer explorar a Costa das Baleias, e demais atrações ficarão para os posts seguintes.

[©joão miguel simões, todos os direitos reservados]

[©joão miguel simões, todos os direitos reservados]


[©joão miguel simões, todos os direitos reservados]


Começo por Corumbau por uma razão simples: à exceção do arquipélago de Abrolhos, outro momento alto deste meu mais recente roteiro na Bahia,  era quem me suscitava maiores expectativas. Por tudo o que lera, ouvira... Só me faltava mesmo ver para crer. E confirmar.

[Foz do rio Corumbau (©joão miguel simões, todos os direitos reservados)]

[Foz do rio Corumbau (©joão miguel simões, todos os direitos reservados)]

Pergunto: o que esperar de um lugar cujo nome, de origem tupi, significa “o fim do mundo e o começo da terra” ou "longe de tudo"?

[Ponta de Corumbau (©joão miguel simões, todos os direitos reservados)]

No mínimo, algo que faça justiça a tamanha poesia, não? Sempre mais; e nunca menos.

[©joão miguel simões, todos os direitos reservados]

Sem helicóptero nem barco que me valesse — mas há passeios, de um dia, de barco a partir de Cumuruxatiba ou Caraíva em torno dos R$60-70, segundo apurei—, eu tive mesmo foi que enfrentar duas horas de viagem entre Prado e Corumbau. A primeira parte da jornada, pela BR-101 que liga Itamaraju a Prado, é tranqüila, mas depois, a partir do vilarejo de Guarani, a solução é mesmo encarar com espírito positivo os mais de 50 quilômetros que se seguem em estrada de terra. E rezar para que não tenha chovido na véspera e para que o carro não quebre. Porque se quebrar, como me aconteceu — por oito vezes, sim, oito vezes —, o remédio é apelar para a filosofia baiana e, como tão bem resumiu uma companheira de viagem, concluir que “na Bahia, mesmo quando tudo parece que vai dar errado, dá certo”.

[Vivenda Xawã (©joão miguel simões, todos os direitos reservados)]

E deu. Ó, se deu.

Gente, são 15 quilômetros de praias de areia fofa, mas boa de andar, amarelinha como uma farofa deliciosa. Algumas, em especial as que se servem os hotéis mais exclusivos como a Pousada Fazenda São Francisco (do ex-deputado federal Ulysses Guimarães), são, na prática, praticamente privadas. Mas relaxem os que não gostam de feudos: areia e mar manso  não faltam e ninguém fica sem seu quinhão de(ste) paraíso. Agora, claro, as pousadas mais rústicas — mais ainda assim bem charmosinhas como a Vivenda Xawã (diárias desde R$140 por casal na baixa temporada), com projeto arquitetônico de sua proprietária e onde me lambuzei com uma mousse di-vi-na de capim santo com limão — não dão de frente para a praia.

[Camarão na moranga, servido na Vivenda Xawã (©joão miguel simões, todos os direitos reservados)]

Mesmo sem o verde cristalino, característico do Verão, o mar de Corumbau deixou-me hipnotizado. Talvez porque forme uma dupla imbatível com aquele extenso areal, a perder de vista (e, tantas vezes, sem vivalma à vista), bordejado ora por falésias, ora por coqueirais. O segredo, que não é mais, está nos 10 quilômetros de recifes de coral que adentram ao mar e  criam uma enseada tranqüila.

[O chef da Xawã com a sobremesa-delícia: mousse de capim santo com limão (©joão miguel simões, todos os direitos reservados)]

Nas barracas de praia, bem transadas, uma cerveja custa R$5. Já um passeio de caiaque não sai por menos de R$60 e um passeio de barco  para fazer mergulho com snorkel nos corais do Carapeba — nos dias de sorte, dá para nadar com tartarugas-marinhas e para ver, em terra, a silhueta bem desenhada do fabuloso Monte Pascoal — fica por R$250 (até cinco pessoas). Isto com os operadores locais; nas pousadas, com meios mais sofisticados, o custo é ainda mais inflacionado.

Corumbau é isolado. Não pega celular. Está longe da civilização. Mas não do luxo.

Mas não é isenta de prazeres simples. No vilarejo, em Ponta de Corumbau — assim chamada porque, na maré baixa, dá para ver uma longa ponta de areia que se estende desde a foz do rio Corumbau até ao mar, culminando num confronto de águas que formam piscinas naturais —, a vida prossegue sem grandes sobressaltos e as pessoas continuam vivendo praticamente do mesmo jeito. As que ficaram, bem entendido, pois muitas delas, com ligações aos índios Pataxós, venderam seus casebres e se mudaram para o outro lado do rio, em Barra Velha, onde fica a Reserva.

Mais informações: Bahia 
Operadores: Caminhos da Bahia; Prado Tour (e-mail: luiz@pradotour.com.br, tel. 073 3021-0336)

9.9.11

#gente em destaque: as escolhas de paula simonsen em são paulo (SP)

[Paula Simonsen, relações públicas do hotel Emiliano, em São Paulo (foto com direitos reservados)]
Estreio hoje uma nova seção neste blog. Passarei a convidar, sempre que fizer sentido e se proporcionar, pessoas que, pelas suas funções e forma de estar, conhecem as cidades onde vivem (e trabalham) como poucas e, por isso mesmo, sempre têm excelentes dicas para compartilhar. Uma coisa bem na linha "insider tips", à medida do que sempre proponho aqui.

[Paula Simonsen, com a atriz Maitê Proença e Gustavo Filgueiras (diretor executivo do Emiliano), durante o lançamento do livro do hotel (foto com direitos reservados)]

Começo com Paula Simonsen, a jovem relações públicas do hotel Emiliano, em São Paulo. Para quem ainda não conhece a Paula, posso adiantar que, desde há um tempo, ela se ocupa  da assessoria de imprensa, do marketing e do relacionamento com clientes, o que, convenhamos, tendo em conta o perfil do Emiliano, a coloca numa situação invejável para sentir o pulso à cidade. Alguém se atreve a discordar?

[Paula Simonsen, com o músico Wilson Simoninha, no lançamento do livro do Emiliano (foto com direitos reservados)]

Há seis anos no hotel, não pensem que foi logo tratando da imagem do Emiliano. Nada disso. Depois de fazer faculdade de hotelaria no SENAC (e pós-graduação de marketing na FAAP), ela resolveu apelar para suas raízes italianas e foi morar um ano na Itália. No regresso a casa, ingressou no Emiliano como barista — isso mesmo que acabaram de ler —, mas seu treinamento a levou por todos os setores de alimentos e bebidas do hotel (bar, restaurante, room service, minibar e eventos). No final, estava pronta para assumir a supervisão do departamento de relações públicas do restaurante, mas aí, no ano passado, passou para o marketing e começou a cuidar da assessoria do hotel. Resultou tão bem que o Emiliano deixou de ter uma agência para cuidar da assessoria e, desde Maio, Paula Simonsen, que conhece os cantos à casa como ninguém, é a relações públicas oficial.

Paulistana da gema — nasceu na rua Padre Manoel e estudou no tradicional colégio Dante Alighieri —, não quer saber de morar noutro bairro que não seja os Jardins e abriu o seu caderno de endereços prediletos para o blog.


[Parque Ibirapuera (foto com direitos reservados)]

Parque:
Ibirapuera

Lugares de eleição:
Meu clube paulistano e o meu bairro Jardins (adoro minha rua, a Oscar Freire, onde moro e trabalho).

[Bar Suite Savalas (foto com direitos reservados)]

Sair à noite: 
Sempre vou no bar Suite Savalas, na brassserie Le Jazz, no Lorena 1989, no D.Edge, no Studio Dama... Enfim, depende do ritmo da noite!

[Chef Jose Barattino, do Emiliano (foto com direitos reservados)]

Restaurantes: 
Amo a comida do Barattino [chef do Emiliano], tenho raízes italianas e mesmo quando estou de folga vou ao Emiliano! Mas gosto muito também do Zena Caffe, do Rufinos, do Sal Gastronomia... E a rosticceria do meu irmão [Jose Roberto Simonsen], que só tem receitas da minha nonna e se chama Carciofi [na foto, tem ainda uma receita da dona Wally Miglioretti, professora de italiano no colégio onde estudou, que é amada pela família de Paula: gnocchi al ragù].

[Sorveteria Bacio di Latte (foto divulgação)]

Gulodice
Adoro a sorveteria Bacio di Latte!
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